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Arte religiosa
A
Tendências contemporâneas
           Durante a Idade Média e o classicismo, a arte religiosa tinha o valor de ensinamento e de exaltação dos sentimentos religiosos. Todavia, no curso do século XX ocorreu uma ruptura progressiva decorrente da necessidade de renovação. A ruptura começou com a utilização de materiais que não eram considerados nobres, como o ferro e o concreto, na construção de igrejas. Já em Paris, a igreja Saint-Augustin, construída por Victor Baltard de 1866 a 1871, unia a pedra e o ferro. Também a igreja do asilo de alienados do Steinhof, de 1904, em Viena, obra de Otto Wagner, aparenta formas cúbicas, num prenúncio do novo modelo em estilo cúbico e retilíneo que seria proposto no século XX. 
          Do mesmo modo como o romantismo determinou, na Alemanha, a revivescência da arte religiosa, numa tentativa efêmera, o século XX presenciaria igualmente seu ressurgimento, graças à produção, no gênero, de artistas da categoria de um Georges Rouault, de um Marcel Gromaire, de um Henri Matisse nas decorações da capela de Vence (1941). Tal ressurgimento fez-se notar também no Brasil, onde Portinari iria decorar, com suas cenas da vida de são Francisco, a pequenina e admirável igreja da Pampulha, em Belo Horizonte MG.
 
 
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