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Taoísmo
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Taoísmo religioso
Por volta do século II da era
cristã, começaram a organizar-se na China comunidades religiosas
preocupadas com questões ligadas à imortalidade. Embora esse
objetivo entrasse em conflito com os princípios taoístas,
os textos da tradição filosófica aludiam à
extensão da vida e à proteção usufruída
por aqueles em harmonia com o dao. A vida desses homens perfeitos -- ou
imortais, como passaram a ser conhecidos -- tornou-se o principal paradigma
do taoísmo religioso. Laozi foi divinizado como autor da grande
revelação. Entre as práticas que tinham por objetivo
alcançar a imortalidade, incluíam-se meditação,
disciplina sexual, alquimia, exercícios respiratórios, dietas,
uso de talismãs e a busca da legendária ilha de Bliss.
Uma das primeiras comunidades organizadas
da nova religião taoísta foi destruída no ano 184
pela dinastia Han. Durante a dinastia Tang (618-907), o taoísmo
foi privilegiado na corte e caracterizou-se por uma síntese litúrgica
e doutrinária. As tentativas de impedir o sectarismo, que se iniciou
durante a dinastia Ming (1368-1644), não puderam evitar a polarização
entre a tradição clássica, ortodoxa, e movimentos
dissidentes, que se mantinha ainda no século XX. Em Formosa, membros
das ordens ortodoxas são conhecidos como "cabeças-negras"
e os dissidentes como "cabeças-vermelhas". Um dos eventos mais significativos
da história do taoísmo ocorreu em Formosa, em 1964: a ordenação
de um holandês, K. M. Schipper, como monge taoísta. Suas pesquisas
sistemáticas das práticas taoístas poderão
trazer uma inestimável contribuição para o conhecimento
do taoísmo, sobretudo entre os ocidentais.
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