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O dao ou tao é o conceito fundamental tanto do taoísmo quanto do confucionismo. Dao significa "caminho", termo que, como em outras culturas, designa também um método ou estilo de vida. No confucionismo, o dao tem um caráter basicamente ético, enquanto que no taoísmo adquire um significado metafísico. Dao é o princípio universal, origem e fim de todas as coisas; é a unidade imutável subjacente à pluralidade dos fenômenos, é a síntese dos opostos, do yin e do yang, ou pólos contrários. O dao existe por si só, não tem forma, mas é perfeito; não é uma coisa, mas se encontra em todas as coisas; dele se pode dizer que "não é", em comparação com as coisas que conhecemos. O dao é o absoluto, experimentado apenas em êxtase místico. De ou te é a manifestação do dao em todas as coisas. O objetivo a que se propõe o filósofo taoísta é tomar consciência do dao por meio da contemplação e situar-se em sintonia com ele pela experiência mística, acomodando-se ao ritmo da própria natureza e do universo. Desse modo, o filósofo consegue a verdadeira libertação e escapa do mundo ilusório para alcançar a imortalidade. Para isso, deve renunciar à complexidade social, a seus próprios desejos, a seu orgulho e ao amor próprio. De acordo com Zhuangzi (Chuang-tzu), que viveu no século IV a.C., o indivíduo em harmonia com o dao compreende o curso da constante mutação da natureza e não teme o ciclo da vida e da morte. Assim como ocorre na morte, também em vida o homem deve retornar à pureza e simplicidade originais do dao. |
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