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Tomé nasceu provavelmente na Galiléia. Seu nome, tanto em aramaico (Te'oma) como em grego (Didymos) significa "gêmeo". Segundo a obra apócrifa Atos de Tomé, era carpinteiro. No Novo Testamento, é citado várias vezes, como na passagem: "Quando Jesus planejou voltar para a Judéia, os discípulos o preveniram contra a animosidade dos judeus (ansiosos para apedrejá-lo), ao que Tomé replicou: "Pois vamos também nós, para morrermos com ele!" (Jo 11:16-16). A obra do bispo Eusébio de Cesaréia, do século IV, afirma que, depois da morte de Jesus, Tomé evangelizou a Pártia. Segundo a tradição cristã posterior, o discípulo estendeu seu apostolado à Índia, onde é reconhecido como fundador da Igreja dos Cristãos Sírios Malabares, ou Igreja dos Cristãos de São Tomé. Consta que foi martirizado e morto no ano 53 da era cristã, pelo rei de Milapura, na cidade indiana de Madras, onde ficam o monte São Tomé e a catedral de mesmo nome, supostamente local de seu sepultamento. Suas relíquias teriam sido levadas para o Ocidente e preservadas em Ortona, na Itália. É festejado pelos católicos em 21 de dezembro.
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