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A figura mais destacada desse movimento foi Moses Mendelssohn, que atingiu posição preeminente nas letras alemãs com sua tradução da Bíblia para o alemão, e que defendia uma religião universal centrada na razão. As gerações judaicas seguintes dividiram-se, na prática religiosa, entre a corrente ortodoxa e a reformista (e, mais tarde, a conservadora, a reconstrucionista, a neo-ortodoxa), enquanto se mantinha a influência do hassidismo. No fim do século XIX, Theodor Herzl, judeu húngaro, jornalista em Viena, deu estrutura política e institucional ao sionismo, movimento em favor do estabelecimento de um estado judaico. Um dos fatores que apressaram o reconhecimento universal da necessidade de uma solução nacional para a questão judaica foi a tragédia do chamado holocausto. A ideologia nazista surgiu na Alemanha, berço do Iluminismo e um dos países em que os judeus mais se haviam integrado à cultura local. Os nazistas pregaram como ideologia a eliminação física de todos os judeus da Europa, no que chamaram, operacionalmente, de "a solução final". A revivificação dos guetos, superpovoados e com péssimas condições de sobrevivência, deportações em massa para campos de concentração, câmaras de gás e fornos crematórios, fuzilamentos coletivos e experiências médicas desumanas levaram à morte seis milhões de judeus, mais de um terço da população judaica mundial. Esse trágico cenário deu relevância à idéia sionista, versão contemporânea e política do sonho milenar judaico de retorno à Terra Prometida. Em novembro de 1947, a Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou a partilha da Palestina em dois estados, um árabe e um judaico. O movimento iniciado por Herzl culminou, assim, com a proclamação do Estado de Israel, em 1948. Atualmente, os principais núcleos populacionais judaicos encontram-se nos Estados Unidos, em Israel e na Comunidade dos Estados Independentes (CEI). Parte considerável da comunidade judaica da antiga União Soviética pediu visto de emigração e, no início da década de 1990, mais de 400.000 judeus emigraram, principalmente para Israel. Quase a totalidade da comunidade judaica da Etiópia, negros africanos que praticam o judaísmo há cerca de 2.500 anos, emigrou para Israel nas décadas de 1980 e 1990. Apesar da secularização e do liberalismo que hoje predominam em suas instituições, o povo judeu continua apegado a sua religião, ou seja, a suas tradições e ao legado de sua história. |
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