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Gênesis. O primeiro livro do Pentateuco é o Gênesis,
título que se refere a seu conteúdo, que é a origem,
a gênese de todas as coisas, da Terra, do homem e do cosmo. Os judeus
o intitulam Be-Reshit, em alusão às palavras iniciais "No
princípio". A primeira parte reporta-se, segundo a óptica
monoteísta, às tradições da Mesopotâmia,
região situada entre os rios Tigre e Eufrates, berço de antigas
civilizações e cenário dos acontecimentos aí
narrados. Inserem-se mitos e tradições populares em torno
de fenômenos de ordem natural e cultural: o paraíso, o pecado
original, o primeiro homicídio (Caim e Abel), o dilúvio e
a aliança de Noé com Deus, a torre de Babel.
Êxodo. O segundo livro do Pentateuco é o Êxodo, título cristão que alude ao principal tema, a saída dos judeus do Egito. O título judaico é Shemot ("Nomes"). Narra a opressão dos israelitas pelos egípcios, o surgimento de Moisés, que liderará a fuga em obediência ao comando divino, a revelação das leis de Deus impressas nas tábuas de pedra, a traição do povo, que na ausência do seu líder passa a adorar o bezerro de ouro, e a ira de Moisés, que castiga os infiéis com a ajuda dos levitas. Levítico. O terceiro livro é o Levítico, intitulado pelos judeus Va-Yikra ("E chamou"). Contém quatro grupos de leis: o ritual dos sacrifícios; o cerimonial de investidura dos sacerdotes; as normas que discriminam o puro do impuro; e a lei da santidade, com calendário litúrgico, bênçãos e maldições. Seu caráter eminentemente legislativo interrompe a seqüência narrativa. Números. A narrativa é retomada no quarto livro, intitulado Números, em alusão ao fato de enumerar as tribos de Israel. Em hebraico, denomina-se Bammidbar ("No deserto"). Relata a marcha dos judeus pelo deserto, desde a partida do Sinai, a montanha santa, precedida de um recenseamento do povo, até a chegada a Cades, de onde tentam, sem êxito, penetrar em Canaã. Chegam finalmente às estepes de Moab, defronte a Jericó, onde se estabelecem as tribos de Rúben e Gad. Deuteronômio. O quinto e último livro do Pentateuco é o Deuteronômio, que significa repetição da lei, ou segunda lei. No cânon hebraico é chamado Elleh hadd barim ("Estas são as palavras"). Este livro, como a maior parte do Pentateuco, é de origem posterior. Foi elaborado por sacerdotes e profetas que se consideravam continuadores da obra de Moisés. Mesmo permanecendo anônimos, alegam a autoridade de Moisés e colocam as suas leis e exortações na boca do fundador. |
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