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Jesus Cristo -
Vida de Jesus
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Paixão e morte
A paixão de Jesus, desde a última
ceia até a crucifixão e morte, é minuciosamente relatada
pelos quatro evangelistas. Aprisionado no horto de Getsâmani, Jesus
foi levado ante Anás, que era "pontífice naquele ano", e
logo ante Caifás, o príncipe dos sacerdotes, com quem se
haviam reunido os escribas e os anciões. Mais tarde, foi conduzido
à residência do governador romano, Pôncio Pilatos, que
o remeteu a Herodes Antipas. Por um gesto político de Herodes, foi
devolvido a Pilatos, que, embora "não achasse delito nenhum" em
Jesus, depois de fazê-lo açoitar, cedeu à pressão
dos chefes de Israel e de uma multidão incitada por eles, e pronunciou
a sentença da condenação de Jesus à morte na
cruz, depois de declarar-se inocente de seu sangue.
De acordo com as leis romanas, Jesus
foi flagelado e teve que carregar a cruz até a colina do Calvário.
Ali foi crucificado junto com dois malfeitores comuns. Não se sabe
o lugar exato em que se cumpriu a sentença, pois a destruição
de Jerusalém no ano 70 arrasou todo possível vestígio.
No momento da morte de Jesus, de seus seguidores só permaneciam
mulheres e João, o evangelista. José de Arimatéia
e Nicodemos pediram o corpo de Jesus e o enterraram no horto do primeiro.
Na manhã do terceiro dia da morte de Jesus, o sepulcro apareceu
vazio. Os relatos, diferentes em seus detalhes, coincidem em que a tumba
foi encontrada vazia e que Jesus apareceu a várias pessoas e falou
com elas. De acordo com Lucas, comeu um pedaço de peixe à
vista dos discípulos assustados. Segundo os Atos dos Apóstolos,
Jesus continuou assim a ensinar aos discípulos, em aparições
ocasionais, durante quarenta dias após a ressurreição.
Depois foi "elevado ao céu". Essa ascensão simboliza a vitória
definitiva do Cristo sobre a morte, e seu poder universal. Não contradiz
a promessa do ressuscitado: "E eis que eu estou convosco todos os dias
até a consumação dos séculos." (Mt 28:20).
A flagelação de Cristo,
óleo de Vítor Meireles. (Museu de Belas - Artes, Rio de Janeiro)
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