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Xintoísmo
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Origens
    A tradição religiosa do xintoísmo formou-se no período anterior ao budismo, que ganhou força no Japão no século VI. A partir de então, contatos entre o xintoísmo e o budismo modificaram ambas as religiões. Os budistas adotaram divindades dos xintoístas, e estes, que consideravam seus deuses espíritos invisíveis e sem formas precisas, aprenderam com o budismo a erigir imagens e templos votivos. Houve quem proclamasse que as duas religiões eram manifestações diferentes da mesma verdade, o que originou uma tendência sincretista. 
          As narrativas míticas da tradição xintoísta foram registradas por escrito no Kojiki (712; Anais das coisas antigas), e no Nihongi (720; Crônicas do Japão), as mais antigas fontes literárias. Os mitos referem-se a um caos primordial em que os elementos se mesclam em massa amorfa e indistinta, "como num ovo". Os deuses surgiram desse caos. 
          A partir do final do século XVII teve início um movimento nacionalista que pretendeu restaurar o xintoísmo mediante a promoção das práticas antigas e a proclamação de uma ética nacional e de ritos patrióticos que originaram o xintoísmo estatal (Kokka Xinto). Os principais teóricos desse movimento foram Mabuqui, estudioso do Kojiki e do Nihongi, e Motoori Norinaga, que sistematizou as correntes religiosas de modo a combinar o culto da natureza com o dos heróis. Com a instauração do imperador Meiji, em 1868, o xintoísmo estatal foi proclamado religião oficial, liberto tanto das influências budistas como dos costumes do xintoísmo popular. O xintoísmo nacionalista exaltava a raça japonesa e divinizava o imperador, mas no final da segunda guerra mundial os Estados Unidos obrigaram o imperador a desfazer o mito de sua divindade.
 
 
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