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Bramanismo
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O conceito de Dharma
          É dos textos védicos que procede um conceito fundamental do bramanismo: o de uma ordem universal, o rita, que constitui a realidade, a verdadeira natureza das coisas, chamado Dharman ou Dharma, a lei, ao qual se opõe a desordem, anrita ou Adharma. Essa noção está ligada à verificação da periodicidade na natureza, marcada pelo advento regular da estação das chuvas e pelo retorno dos astros, em especial o Sol e a Lua, às mesmas posições respectivas.
          O rita é, pois, a lei natural que rege o universo e também todos os aspectos da vida do homem. Este deve agir sobre o universo através da invocação das divindades, mas sempre de acordo com o calendário que indica a correspondência entre os atos rituais e a vida cósmica. Daí deriva a noção, constante em toda a história da especulação hindu, de um tempo cíclico sem começo nem fim.
          O homem e sua vida são encarados em analogia com o universo, sendo seu corpo formado pelos mesmos elementos que a natureza: suas partes sólidas correspondem à terra; os líquidos orgânicos à água; o calor corporal ao fogo; a respiração ao vento.
          O principal elemento do culto é o sacrifício, repetição ritual do ato cosmogônico dos deuses. Consiste numa cerimônia mais ou menos longa em cujo momento culminante as oferendas são lançadas ao fogo. Os pormenores de sua celebração constituem segredos guardados ciosamente pelos brâmanes. As oferendas consistem em grãos de arroz ou outro cereal, leite, manteiga ou pedaços de animais imolados. Parte das oferendas é lançada ao fogo e o restante é consumido pelos sacerdotes e pelo leigo que a eles recorreu para a celebração do ritual.
 
 
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