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Os apóstolos e os primeiros discípulos, que continuavam a participar do culto judaico, conservavam e transmitiam oralmente as lembranças e palavras de Cristo. Mas, à medida que se iam distanciando, no tempo, da morte de Jesus, e no espaço, de Jerusalém, impôs-se a necessidade de registros escritos, como auxílio mnemônico no trabalho de catequese. Foi-se formando assim um acervo de textos. O Antigo Testamento desenvolvera-se em meio relativamente homogêneo. Os livros do Novo Testamento contemplam comunidades lingüísticas e culturais bem diversas, que compreendem, num primeiro período, desde os judeus da Palestina até os gentios do Egito, Pérsia, Roma e mar Negro. O registro escrito seria a forma mais segura e prática de manter a unidade de pensamento e assegurar a divulgação. Os livros que compõem o Novo Testamento podem ser agrupados em quatro conjuntos: (1) os Evangelhos, que transmitem diretamente a palavra de Jesus e relatam os fatos de sua vida, paixão, morte e ressurreição; os três primeiros -- Mateus, Marcos e Lucas, chamados sinópticos -- podem ser vistos como um conjunto, em virtude da semelhança de suas versões, e nisso se diferenciam do quarto Evangelho, de autoria de são João; (2) os Atos dos Apóstolos, livro histórico, que narra os primeiros tempos do apostolado e a formação da igreja; (3) as epístolas, cartas dirigidas às primeiras comunidades cristãs pelos apóstolos, com a finalidade de instruí-las sobre pontos eventualmente polêmicos ou ainda obscuros e de incentivá-las à prática de uma vida autenticamente cristã; (4) o Apocalipse, único livro profético do Novo Testamento.
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