Profetas maiores
Profetas menores |
Cristianismo -
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da Bíblia - Antigo Testamento
a
Livros proféticos
O último conjunto de livros do
Antigo Testamento refere-se a uma das instituições mais antigas
da cultura dos povos semíticos: a profecia. A própria convicção
de acreditar-se povo escolhido por Deus já constituía uma
premissa suficiente para o surgimento de profetas, como intermediários
especialmente enviados para transmitir a palavra divina. Os profetas representaram
um papel decisivo para a propagação da moralidade judaica
e do monoteísmo. A filosofia mosaica determinou o caráter
fundamental das profecias, que é seu conteúdo moralizante.
O motivo central do discurso profético é o ataque à
corrupção religiosa e social, vista como prenúncio
de graves problemas para a nação. Na perspectiva, porém,
do castigo anunciado, surge sempre a esperança de uma futura conversão,
e da eterna fidelidade de Deus a sua aliança com Israel, garantia
de felicidade perene, na era messiânica. As declarações
dos profetas eram inicialmente verbais, mas a partir do século VIII
a.C. passaram a contar com registros escritos.
O profeta, como homem que tem uma comunicação
direta e imediata com Deus, recebe a revelação de seus desígnios,
que julga o presente e prevê o futuro, e é enviado por Deus
para conduzir os homens a seu amor. É por essas características
que se considera Moisés o primeiro profeta, o maior de todos, que
inaugura a linhagem dos herdeiros de seu dom, a começar por seu
sucessor, Josué. O Antigo Testamento apresenta os profetas em duas
grandes divisões: os maiores e os menores. No primeiro grupo figuram
Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel. Os profetas menores, assim
chamados não por serem considerados de menor importância,
mas pela pouca extensão de seus escritos, são Oséias,
Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias,
Ageu, Zacarias e Malaquias.
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