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Hinduísmo
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Hinduísmo védico
Por volta do ano 2000 a.C., os árias
estabeleceram-se no Irã e na Índia. Sua herança religiosa
consistiu nas divindades dos antepassados. Além de deuses tribais,
os indo-europeus veneravam deuses cósmicos: Dyeus ou Dyaus-Pitar
(em sânscrito, "deus do céu", correspondente ao grego Zeus-Pater
e ao Dies Piter ou Júpiter romano), consorte da "mãe-terra",
é o deus supremo, doador da chuva e da fertilidade e pai (mas não
criador) dos outros deuses e dos homens. O Sol (svarya), a Lua (mas) e
a aurora (em grego, heos) são os deuses da luz. Divindades menores
e locais são as árvores, as pedras, os rios e o fogo.
A fim de obter a bênção
dos deuses, o homem devia satisfazer, no pensamento e na ação,
as exigências dos deuses. O ritual foi transformado em princípio
moral, sobretudo mais tarde, no zoroastrismo e no budismo. A base da "religião
védica", no entanto, já existia entre os árias, antes
mesmo de invadirem a Índia. Constituída de princípios
otimistas e de amor pela vida, não incluía a idéia
de existência após a morte. Os cantos sagrados revelavam uma
organização social estável, abundância de alimentos,
famílias grandes e sucesso nas guerras. Os cultos, antes uma atividade
familiar, tornaram-se com o tempo cada vez mais complexos, com elaborado
ritual, confiado a sacerdotes. Desenvolveu-se ainda a idéia de um
poder criador: Prajapati (em sânscrito, "Senhor das criaturas"),
descrito nos Vedas, depois transformado em Brahma.
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