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Hinduísmo
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Hinduísmo e casta
Os hindus atribuem caráter religioso
a todas as atividades, o que faz do hinduísmo uma ordem social-religiosa
que influi diretamente na vida toda, desde a moral até a economia
e a gramática. De certa maneira, isso supera o pessimismo da desilusão
e confere a cada momento da vida uma dimensão religiosa. São
imperiosas as obrigações impostas pelo sistema de castas.
Atuar de acordo com a casta a que pertence é, para o hindu, conseqüência
da doutrina enraizada na ordem do universo. A ordem social divide as pessoas
em castas, assim como a vida se manifesta em formas inferiores e superiores.
O sistema de castas surgiu na Índia com os árias e começou
a desenvolver-se por volta de 850 a.C. Sua origem parece proveniente da
divisão entre o imigrante ária, de pele clara, e os nativos
(dasya), denominados escravos (dasas), que se distinguiam pela pele escura.
Com o tempo, o sistema de classificação evoluiu para o plano
político-social-religioso.
Em sua estrutura mais antiga, o sistema
era constituído de quatro castas: os brâmanes (sacerdotes),
os xatrias (guerreiros), os vaixás (burgueses) e os sudras (artesãos).
Cada casta tem suas próprias normas e está rigorosamente
separada das outras. Não é permitido o casamento misto, nem
a refeição em comum, nem a participação conjunta
em atividades profissionais. A quebra de qualquer dessas obrigações
implica a exclusão da casta, pelo que o indivíduo fica privado
de todo direito social e se torna um pária, sem casta. Mais tarde
esse número aumentou e chegou a mais de três mil castas e
subcastas, divisão que ainda influi poderosamente na sociedade indiana,
apesar da extinção legal das castas em 1947. Nessa época,
o sistema dividia a população hinduísta indiana em
cerca de 17 milhões de brâmanes, vinte milhões de membros
das outras três castas e mais de sessenta milhões de outras
categorias, entre as quais a dos intocáveis (harijans, povo de Deus).
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