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Budismo 
A
Evolução histórica
           Siddharta Gautama, convencido de que a vida é cheia de sofrimentos e sacrifícios, resolveu buscar a iluminação religiosa. Chamado de Buda, que significa "o iluminado", percorreu o nordeste da Índia durante seis anos. Sua pregação se baseava na crença de que a existência é um ciclo contínuo de morte e renascimento. Assim, a posição e o bem-estar na vida decorrem da conduta nas vidas anteriores. Um elo liga a vida presente à passada. 
          O desligamento dos bens materiais, a paz e a plenitude levam a um estado de ausência total de sofrimento a que Buda denominou nirvana. Para atingi-lo, é preciso seguir a doutrina das Quatro Nobres Verdades e da Senda Óctupla. As Quatro Nobres Verdades são: a constatação de que o sofrimento é fator inerente a toda forma de existência; de que a origem do sofrimento é a ignorância; de que se pode dominar o sofrimento por meio da extinção da ignorância; de que o caminho que leva ao domínio do sofrimento, caminho médio entre a automortificação e o abandono dos prazeres, consiste na Senda Óctupla. Esta abrange compreensão correta, pensamento correto, palavra correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção correta e concentração correta. 
          Após a morte de Buda, seus ensinamentos foram codificados pelos discípulos que os conservaram, a princípio por tradição oral e mais tarde por escrito. Em seus 2.500 anos de história, o budismo deu origem a muitas escolas e correntes, com muitas variações doutrinárias, mas todas baseadas em elementos pan-indianos. Para os budistas, o universo é formado por infinitos sistemas, cada um tendo como centro uma enorme montanha de nome Sumeru, em torno dela giram o Sol e a Lua. Os budistas acreditam que acima do mundo material, por eles desprezado, existem planos imponderáveis, habitados por seres divinos e felizes. Os sistemas de número infinito estão sujeitos a destruições e recriações periódicas, o que leva a uma concepção cíclica do tempo. Ao contrário dos sistemas bramânico-hinduístas, o budismo não admite a existência de um Ishvara, "Deus Criador". As criações e destruições são estabelecidas por uma lei eterna e o processo não tem nem fim nem começo.
 
 
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