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Saber se Jesus se considerava o Messias (Khristós, em grego) constitui um problema. Os evangelhos em geral a ele se referem como tal, uma vez que, quando foram escritos (mais ou menos entre os anos 70 e 98), tal crença já estava sedimentada entre os discípulos de Jesus. Não obstante, textos como os de Mc 9:41 e 14:61, nos quais o nome Cristo aparece, são de autenticidade duvidosa, segundo a opinião de exegetas conservadores, que consideram o emprego do vocábulo grego Khristós, sem artigo, próprio da linguagem de Paulo e não dos evangelhos sinópticos. Assim, Jesus se manifestava como a revelação do Pai, de quem viera e para quem retornaria -- o que constituía uma blasfêmia para os judeus -- e como o Caminho, a Verdade e a Vida. Em seu método de ensino predominavam as parábolas, das quais aproximadamente 35 constam dos evangelhos. Não havia em sua pregação, contudo, o caráter formal de toda teologia elaborada, mas apenas um esquema geral de doutrina. Na primeira fase de seu ministério, Jesus fala sobre o Reino, sua realidade, caráter e significação, mas não o relaciona com sua pessoa. Somente em Cesaréia de Filipe (Mc 8:29) dirige a Pedro uma pergunta que induz o apóstolo a responder que Jesus era o Messias. |
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