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Bramanismo
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Deuses, demônios e ascetas
          Dyaus Pitar, o deus-pai, que equivale ao Júpiter romano, é um "deus ocioso", de papel insignificante. Mais importante é Varuna, deus soberano, que mantém as leis cósmicas e morais, castigando seus infratores. A ele é associado Mitra, deus dos contratos e da justiça.
          Entre os deuses guerreiros, a figura dominante é Indra, que chefiou os invasores arianos em sua marcha de conquista pela Índia. Entre os aliados de Indra estão os Maruts, jovens que cavalgam as nuvens, produtores das chuvas e tempestades, também chamados "filhos de Rudra". Este último é uma divindade ambígua, de aspecto terrível mas adorada como benfazeja, conhecida também pelo nome de Shiva (Çiva, Xiva), com o qual se tornou uma das principais figuras do hinduísmo.
          Existem divindades solares, como Surya, Savitar e Vishnu, este último transformado igualmente em importante divindade do hinduísmo. Outro grupo de deuses realiza-se em objetos concretos, visíveis ao homem. É o caso de Soma, personificação de um licor que exerce função nos rituais, e Agni, o Fogo, que leva para o alto, na fumaça e nas chamas, as oferendas que os sacerdotes dispensam nos sacrifícios aos deuses.
          Além dos deuses, existe um exército de demônios, ou Asuras. Os rishis, videntes ou sábios ascetas da mais alta antiguidade, que teriam recebido a revelação védica, são vistos como entidades mais ou menos divinizadas.
          Estátua do século VII a.C. que representa Vishnu, que com Shiva e Brahma constitui a trindade divina do Bramanismo. (Museu de Arte Indiana, Berlim)
 
 
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