Os temas demonológicos desempenharam
um papel importante na literatura ocidental desde a Divina Comédia,
de Dante, obra que descreve o céu e o inferno, detalhando sua hierarquia.
Outro assunto comum na literatura é o mote "vender a alma ao diabo",
aproveitado à perfeição por Göethe, em Fausto.
Mas foi na pintura e na escultura que a demonologia foi mais explorada
artisticamente, em cenas bíblicas e de tradição católica.
Ao contrário do que muitos imaginam,
demonologia (do grego daimon, "divindade", "gênio", "espírito
supra-humano", e logia, "ciência") não é exclusivamente
o estudo dos espíritos malignos. Essa acepção prevalece
na teologia cristã; em outras tradições metafísicas
a demonologia estuda todos os entes sobrenaturais, supra-humanos mas abaixo
de Deus, sejam eles benfazejos ou malfazejos.
O demônio se apossa de pecadores
neste detalhe de "O fim do mundo", de Lucca Signorelli. (Afresco da capela
de São Brício, catedral de Orvieto, Itália)