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Alguns historiadores atribuem grande importância ao calendário como unificador das tradições e crenças do povo judeu, afirmando que o calendário judaico é o catecismo judeu. Segundo ele, a data da criação do mundo, a partir da qual tem início a cronologia judaica, corresponde ao ano 3760 a.C. O ano religioso começa na lua nova de setembro-outubro do calendário gregoriano, mas seu início pode ser alterado em um dia para evitar que outras datas religiosas do ano caiam em dias impróprios. O Dia da Reconciliação, por exemplo, não deve cair na sexta-feira ou no domingo, nem no sétimo dia de Sucot ou num sábado. Na divisão judaica do tempo, os dias se contam a partir do anoitecer da véspera ao anoitecer do dia em questão, conforme a expressão do Gênesis (1:5) que descreve a Criação: "Houve uma tarde e uma manhã: primeiro dia." A liturgia judaica prescreve três serviços diários para os dias úteis. Nos sábados, nos dias festivos e no primeiro dia de cada mês (Rosh Chodesh) acrescenta-se um quarto serviço; e no Yom Kippur, um quinto. Todo serviço público é encerrado com uma prece a Deus para que apresse o advento de seu reino sobre a terra e proclamando-se a esperança de Israel de que "naquele dia o Eterno será um e seu nome um". |
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