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Cristianismo -
Bíblia - Livros
da Bíblia - Novo Testamento
a
Apocalipse
Para o espírito moderno, a palavra
Apocalipse remete ao sentido de uma catástrofe em escala mundial;
mas em seu primitivo significado grego, significa simplesmente "pôr
a nu, desvendar" os segredos humanos e divinos. A igreja primitiva herdou
diretamente do judaísmo a perspectiva apocalíptica. O Apocalipse,
último livro do Novo Testamento, da autoria de João, representa
um gênero literário completamente diferente de todos os outros
livros. O caráter estranho das visões que apresenta, o simbolismo
insólito e muitas vezes enigmático que exprime, a dramaticidade
das cenas grandiosas que evoca, tudo contribui para tornar esse livro um
enigma. Esse aspecto misterioso é reforçado ainda pelo contraste
doutrinário entre seu conteúdo e o dos outros livros do Novo
Testamento.
O autor descreve as visões que
teve em Patmos, a mais setentrional das ilhas do Dodecaneso. A ação
desenrola-se no céu, mas a terra está sempre presente, seja
restrita a Jerusalém, seja ampliada aos limites do mundo conhecido.
É o final dos tempos, quando os castigos de Deus se abatem sobre
seus adversários. O Filho do Homem, com uma foice afiada nas mãos,
escoltado por seis anjos, procede à ceifa das nações,
à colheita definitiva, o extermínio das nações
pecadoras e pagãs. O demônio, após um interregno de
mil anos, é finalmente vencido e lançado no fogo, onde junta-se
para sempre às duas bestas. Deus venceu e instalou definitivamente
seu reino. Os mortos ressuscitam e são julgados. Um novo céu
e uma nova terra substituem o mundo antigo. Desce dos céus "uma
Jerusalém nova, pronta como uma esposa que se enfeitou para o seu
marido". E Deus finalmente habitará com os homens.
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