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          Segundo o livro do Gênesis, para guardar a árvore da vida Deus postou à porta do paraíso querubins de espadas fulgurantes; e narram os evangelistas que coube ao arcanjo Gabriel anunciar a Maria o nascimento de Jesus. Tanto o cristianismo quanto o judaísmo e o islamismo admitem a existência dos anjos como mensageiros entre Deus e os homens. 
          Os anjos (do grego angelos, "enviado", "mensageiro") são, para a Igreja Católica, seres pessoais, invisíveis, criados por Deus e situados entre a divindade e os homens, dos quais são também guardiães e guias. 
          Seres com o poder de adquirir a forma humana para exercer entre os homens as funções de embaixadores, profetas ou precursores do Messias, aparecem no Antigo Testamento como existentes antes da criação, ainda que criados por Deus. São por natureza invisíveis, mas capazes de assumir corpo e voz humanos para desempenhar missões divinas. No Novo Testamento as referências aos anjos são menos freqüentes, pois a presença de Jesus dispensou a mediação angelical. Quando aparecem a Maria, a Zacarias, aos pastores, a Pedro e ao próprio Jesus, o fazem com características semelhantes às descritas pelos textos bíblicos antigos. 
          Os anjos fazem parte da corte celestial e se dividem em nove grupos. Os apóstolos Pedro e Paulo, nas epístolas, mencionam cinco classes de coros angélicos: virtudes, principados, potestades, dominações e tronos. A esses se acrescentam os seres angelicais citados pela Bíblia e divididos em querubins, serafins, anjos e arcanjos. 
          A existência desses seres foi proclamada como verdade pelo IV Concílio de Latrão, realizado em 1215. Santo Tomás de Aquino formulou uma detalhada teoria sobre eles, entre os quais o anjo-da-guarda, ou anjo custódio, entidade atribuída a cada cristão no momento do batismo com a missão de acompanhá-lo e protegê-lo durante toda a vida. Descreveu também a rebelião de alguns anjos contra Deus, comandados por Lúcifer, por isso afastados do convívio celestial e convertidos em anjos maus ou anjos caídos. 
          As entidades angelicais que exercem funções de mensageiros da divindade entre os mortais são admitidas por religiões não cristãs. Em alguns casos, a idéia de anjo procede da influência judaico-cristã, como no maometismo (o Alcorão é extraordinariamente rico em referências a anjos), mas em outros não há relação com a tradição bíblica, como nas antigas mitologias grega e orientais e em algumas formas de budismo. 
          O cristianismo moderno não nega a existência dos anjos e demônios, mas em geral refere-se a eles como entidades peculiares à cultura antiga e, dessa forma, passíveis de exclusão da mensagem bíblica ou revelação divina. 
          Os anjos ocupam lugar de relevo na arte, especialmente na iconografia católica. São quase sempre representados com asas, embora não se encontre menção a esse elemento nos textos bíblicos. Estão presentes também no folclore dos países cristãos.
Representação de anjo na catedral da igreja armênia de Isfahan, no Irã.
 

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